sábado, 14 de agosto de 2010

NAO VOU MAIS CHORAR.

Não Vou Mais Chorar João Neto & Frederico


Te esquecer era o que eu mais queria
O que fez comigo é covardia
Você pisou, machucou meu coração
E não pensou nas conseqüências dessa paixão [x2]
E agora escute bem, vou lhe dizer
Já não te quero mais
Esse papo de agora amar
Comigo não rola mais
Não vou mais chorar por quem me magoou
Agora você dançou, vou procurar um novo amor
Que saiba me amar, saiba me dar valor
Agora você dançou, vou procurar um novo amor [x2]

Contribuição: leandrostz

essa muuusica e o meu mantra desse final de semana, e tudo o que eu sinto, mas e tudo o que eu nao quero sentir.
AGORA VOCE DANCOU !!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

As Antinomias da ação.

(...) Apenas quando um homem está vivo, sua morte surge como um escândalo, mas um cadáver tem a tranquilidade estúpida das árvores e das pedras: é fácil, dizem os que experimentaram, andar sobre um cadáver e, mais ainda, através de montes de cadáveres. E é pela mesma razão que se explica o endurecimento descrito pelos deportados que escaparam à morte: por entre doenças, sofrimentos, mortes, eles não sentiam mais em seus companheiros e em si mesmos senão uma horda animal, cuja vida e desejos nada mais justificava, cujas próprias revoltas eram apenas sobressaltos animais. Seria necessário ser sustentado por uma fé política, um orgulho intelectual, uma caridade cristã, para permanecer capaz de perceber o homem nesses corpos humilhados. Por essa razão, punham os nazistas um zelo tão sistemático em lançar na abjeção os homens que desejavam destruir. O desgosto que as vítimas experimentavamem relação a si mesmas abafava a voz da revolta e justificava os carrascos a seus próprios olhos. Todos os regimes de opressão justificam-se pelo aviltamento dos orpimidos. E vi, na Argélia, muitos colonos acalmarem sua consciência pelo desprezo que sentiam em relação aos árabes esmagados pela miséria: mas eles eram miseráveis, mais pareciam desprezíveis, de tal forma que não havia jamais lugar para remorso. E é verdadeiro que algumas tribos do Sul estavam tão dizimadas pela fome e pelas doenças que não se podia mais sentir diante delas revolta nem esperança, desejando-se antes a more desses infelizes, reduzidos a uma animalidade tão elementar que até mesmo o instinto maternal tinha sido abolido. Entretanto, no seio dessa resignação sórdida, havia crianças que brincavam e que sorriam e seu sorriso denunciava a mentira dos opressores: ele (o sorriso) era apelo e promessa, prejetava diante da criança um futuro, um futuro de homem. Se em todos os países oprimidos um rosto de criança é tão comovente, não é porque a criança seja mais comovente, porque tenha mais direito à felicidade que os outros: é porque ela é afirmação viva da transcendência humana; é um olhar atento, uma mão ávida que se estende para o mundo; é esperança, projeto.

(Beauvoir, Simone. Moral da ambiguidade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, s/d., p. 86-87)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

i'm promess


Eu começo a entender o que se passa na cabeça das pessoas.
A grande maioria delas faz o que quer, e o que pensa que pode para possuir aquilo que ela acredita que deseja.
Muitas delas não se importam com o mundo lá fora e nem com o que reside nos corações humanos.
Eu começo a acreditar que existem realmente excessões.
Eu começo a crer que algumas pessoas nasceram realmente só pra passar pela vida, diferente de outras que vieram para ter uma vida, e mudar vidas.
As pessoas fazem promessas, promessas falsas e sem sentido.
Transformam palavras belas em frasem sem nenhum valor.
Elas dizem coisas que elas mesmas sabem que não são reais, e que nunca se tornarão realidade.
Mentem, magoam, e não se importam, e fazem tudo isso por ter apenas um segundo de prazer, um instante de alegria.
Dizem:
"Eu prometo que eu vou te amar pra sempre; Juro jamais ser de outro alguém; Serei pra sempre seu e pra sempre voce sera minha; Só existe voce; Prometo nunca te fazer sofrer (essa é a mais clássica); nosso amor vai durar pra sempre; eu nunca vou te esquecer; seremos sempre voce e eu;..." e assim as mentiras fluem.
Mas se quer saber, eu já tou bem grandinha pra entender o verdadeiro significado das coisas.
Pra mim, palavras de nada bastam se não houverem os gestos para prova-las.
Flores não curam feridas, no momento o odor dela nos anestesia, mas em seguida ele some e você vê que elas estão secas, a dor volta.
Eu não vou te prometer amor eterno, e nem tampouco que você vai ser meu ar.
Eu te amarei enquanto o amor durar, e serei sua enquanto eu sentir que sou. Você será para mim mais um motivo para respirar, mas nunca o único, e assim espero que seja pra você também.
Não quero que você pertença a mim, pois eu nunca pertencerei à você.
Não te darei meu coração, pois você nunca será o único a residir nele. Não estarei linda todas as noites, e não sorrirei sempre.
Mas, você pode ter uma certeza: "vou ser quem eu sou"
E, enquanto me for permitido, eu segurarei a sua mão, reciprocamente voce estará segurando a minha.
Enquanto houver amor, eu te amarei.
E eu prometo, que enquanto estiver ao seu lado, eu estarei.
Eu não farei com a intenção de te magoar, e você sempre saberá.
EU PROMETO que todo amor que houver, haverá, até pq seria estranho se eu não tivesse me apaixonado por voce.

Créditos da foto: Marina Maciel (marininha)  :D